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Agronegócio

Safra de verão no Rio Grande do Sul deve ter queda de 7% na produtividade

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 13:31
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A safra de verão do Rio Grande do Sul deve registrar uma queda de 7% na produtividade em 2026. A previsão foi divulgada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) nesta segunda-feira (10) durante a Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque.

A produção total deve alcançar 32,8 milhões de toneladas, uma redução em relação à projeção inicial de 35,3 milhões de toneladas, feita em agosto de 2025. A estiagem, que resultou em altas temperaturas e falta de chuvas em períodos críticos, é a principal causa dessa perda de produtividade.

As perdas são mais significativas em Santa Rosa, onde a queda é de 27%, e em Ijuí, com redução de 13% nas lavouras. A soja, que ocupa uma área de 6,6 milhões de hectares, deve sofrer o maior impacto, com uma produção estimada de pouco mais de 19 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 11,3% em relação ao que era previsto no início do ciclo da safra.

A área plantada de soja também teve uma redução de 1,7% em relação à projeção inicial. Além da estiagem, dificuldades relacionadas a baixas temperaturas, umidade e acesso ao crédito também contribuíram para a diminuição da produtividade.

O arroz também apresenta recuo, com uma diminuição de 3% na área semeada e na produção. A Emater estima que a produção de arroz será de 7,7 milhões de toneladas, 3,1% a menos do que as 8 milhões de toneladas inicialmente previstas.

Entre as principais culturas do estado, apenas o milho deve apresentar crescimento. O levantamento indica um aumento de 2,3% na área plantada e de 3% na produtividade, com uma estimativa de colheita de 5,9 milhões de toneladas, ocupando 803 mil hectares.

O feijão primeira safra também teve uma queda na produção, passando de 46 mil para 41 mil toneladas, o que representa uma redução de 11,6%. Para o feijão segunda safra, a estimativa caiu de 16,3 mil toneladas para 11,6 mil toneladas, uma diminuição de 28,6% na produção. Essas perdas são atribuídas à perspectiva de estiagem e ao preço pago ao produtor.

A Expodireto, uma das maiores feiras do agronegócio do Brasil, reúne representantes de 70 países e discute cenários do setor, além de apresentar tecnologias para aumentar a eficiência no campo.

TAGGED:AgroEmpresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater)MilhoNão-Me-ToqueprodutividadeRio Grande do SulSafraSoja
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