A empresa Sancetur e o Consórcio Grande Campinas venceram o leilão para operar o transporte público de Campinas durante 15 anos. A sessão pública ocorreu na sede da B3, em São Paulo, na tarde de quinta-feira, 5 de março de 2026.
O leilão concede o sistema de transporte coletivo convencional por um valor estimado de R$ 11 bilhões. A proposta vencedora foi a que ofereceu a menor tarifa por passageiro. A Sancetur venceu o Lote Sul, com uma tarifa de R$ 9,54, enquanto o Consórcio Grande Campinas venceu o Lote Norte, com uma tarifa de R$ 9,49.
O teto estabelecido pelo edital para o Lote Sul era de R$ 11,21 e para o Lote Norte, R$ 11,76. A disputa pelo Lote Norte foi a mais acirrada entre as empresas participantes.
Os valores apresentados no leilão correspondem ao custo total da operação do sistema de ônibus e não são o preço que será pago diretamente pelo passageiro. Esse custo será dividido entre o usuário e a Prefeitura de Campinas, por meio de subsídios.
A sessão durou cerca de duas horas e contou com a presença do prefeito de Campinas, Dário Saadi, do diretor-presidente da Empresa de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Vinicius Riverete, e do secretário municipal de Transportes, Fernando de Caire, entre outras autoridades.
O edital foi elaborado após análise de 1,1 mil contribuições da população durante uma consulta pública. A administração municipal destacou que a licitação adota princípios de equilíbrio econômico-financeiro e separa a tarifa pública da tarifa de remuneração.
Os investimentos em renovação da frota de ônibus estão estimados em quase R$ 900 milhões nos primeiros cinco anos de contrato e mais R$ 800 milhões nos dez anos seguintes, totalizando R$ 1,7 bilhão em 15 anos. Também haverá investimentos em tecnologia e infraestrutura, totalizando R$ 1,9 bilhão.
A nova licitação foi aguardada por mais de duas décadas, devido a atrasos e entraves judiciais. A última licitação foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que levou a administração municipal a reiniciar o processo.

