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Sánchez critica ataques dos EUA ao Irã e se opõe a Trump

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou os ataques militares dos Estados Unidos ao Irã, em uma posição contrária à maioria dos líderes europeus. A declaração foi feita em 9 de março de 2026, após ameaças da Casa Branca.

Sánchez tem sido firme em sua oposição, afirmando que os ataques são “imprudentes e ilegais”. Ele declarou: “Não à guerra”, destacando que a Espanha não seria cúmplice de ações que prejudicam o mundo.

O primeiro-ministro também acusou os EUA de jogarem “roleta russa com o destino de milhões” e criticou líderes que usam a guerra para encobrir falhas. “É absolutamente inaceitável que aqueles líderes que são incapazes de cumprir esse dever usem a fumaça da guerra para esconder seus fracassos”, disse.

A posição de Sánchez se tornou um ponto de tensão com o governo de Donald Trump, que ameaçou cortar o comércio com a Espanha. Em resposta, o Ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, reafirmou que a posição de Madri sobre o uso de suas bases militares não havia mudado.

Trump fez suas ameaças durante uma reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz, enquanto líderes europeus tentam equilibrar suas relações com os EUA. A Alemanha e a Itália foram elogiadas por Trump, enquanto o Reino Unido inicialmente recusou o uso de suas bases para ataques ao Irã.

A popularidade de Trump na Espanha está em seu nível mais baixo, com apenas 16% de apoio, segundo pesquisa de fevereiro. Isso coloca a oposição em uma posição delicada ao criticar a postura de Sánchez, que se baseia na oposição à guerra do Iraque, central para sua vitória em 2004.

Economicamente, as ameaças de Trump podem não ter um impacto significativo, já que apenas cerca de 5% do comércio espanhol é com os EUA. No entanto, a Espanha depende dos EUA para grande parte de seu gás natural liquefeito.

Sánchez, em seu oitavo ano como primeiro-ministro, parece disposto a confrontar a influência americana, especialmente após ter sido alvo de abusos nas redes sociais. Ele anunciou que a Espanha proibiria redes sociais para menores de 16 anos, criticando a divisão promovida por essas plataformas.

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