São Paulo no SXSW: médicos e cientistas debatem inovações na saúde

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

São Paulo participa do SXSW, o maior evento de inovação do mundo, com uma discussão sobre os avanços na saúde com novas tecnologias. O evento ocorreu na tarde desta sexta-feira (13) na SP House, hub de negócios e tecnologia do Governo de São Paulo.

O painel contou com a presença de Carolini Kaid, da USP; Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein; Vanessa Olzon Zambelli, PhD do Instituto Butantan; e foi moderado por Ronaldo Lemos, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS) Rio.

Durante a discussão, os participantes abordaram como a inteligência artificial (IA) está transformando diagnósticos, terapias com anticorpos monoclonais, pesquisa de vacinas, gestão hospitalar e estratégias de saúde pública.

““O futuro que vislumbramos se concentra em aplicar a inteligência aumentada, telemedicina, bancos de dados e inteligência analítica para além da pesquisa, com o objetivo de promover maior equidade no acesso à saúde para a população, especialmente em um país com grandes disparidades”, disse Sidney Klajner.”

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Um exemplo destacado por Klajner foi um projeto focado na detecção precoce de lesões de leishmaniose na Amazônia. “Desenvolvemos uma solução baseada em um Large Language Model (LLM) treinado para essa finalidade. Essa tecnologia permite que profissionais de saúde em áreas rurais, mesmo sem especialização e sem a necessidade de conexão online, fotografem a lesão. A solução, com uma alta eficácia de 92%, calcula a probabilidade de a lesão ser leishmaniose”, afirmou.

O painel também discutiu como São Paulo pode consolidar sua infraestrutura científica, parcerias público-privadas e ecossistemas de dados para liderar a próxima era da saúde de forma responsável.

““Um dos avanços mais significativos é a terapia gênica entrando na era da edição para a cura. Neste contexto, a FAPESP financia um projeto pioneiro de viroterapia com o vírus Zika, utilizando-o como vetor viral para entregar material terapêutico diretamente ao cérebro”, contou Carolini Kaid.”

Vanessa Olzon Zambelli destacou os avanços nas pesquisas científicas com a IA: “Ainda estamos no início desta jornada. No entanto, a inteligência artificial já ajuda a otimizar o processo de pesquisa. Com a IA, é possível entender melhor a estrutura das proteínas, prever sua funcionalidade em um organismo e otimizar processos, reduzindo a necessidade de trabalho de bancada.”

A SP House está participando pela terceira vez do SXSW, que ocorre em Austin, Texas, entre os dias 13 e 16 de março. O espaço do Governo de São Paulo ocupa 2,2 mil m², quase o dobro da edição anterior, e espera receber até 600 pessoas simultaneamente. Serão cerca de 60 horas de conteúdo, distribuídas entre dois palcos principais, além de encontros institucionais e apresentações corporativas.

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Com o tema “We are borderless”, a edição deste ano propõe refletir sobre a circulação de ideias, talentos e oportunidades em um cenário cada vez mais conectado. A SP House funciona como um espaço de encontros e trocas entre empreendedores, executivos, investidores, pesquisadores, gestores públicos e criadores.

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