O atacante Sardar Azmoun, com 57 gols pela seleção do Irã, foi cortado dos amistosos de março na Turquia. O jogador não foi convocado para os jogos contra Nigéria e Costa Rica, que ocorrerão nos dias 27 e 31 de março.
O motivo da ausência de Azmoun vai além do desempenho em campo. Recentemente, ele postou uma foto ao lado de governantes de Dubai, o que foi interpretado como um ato de deslealdade pelo governo iraniano, devido à tensão política entre os dois países.
Azmoun, que já participou de 91 jogos pela seleção, é um jogador frequente nas convocações do técnico Amir Ghalenoei. Após a repercussão negativa da foto, o atacante apagou as publicações de seu perfil.
A situação ocorre em um contexto de grande tensão entre Irã e Emirados Árabes, especialmente após os ataques iranianos a bases americanas nos EAU em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei.
Uma fonte da seleção nacional informou que Azmoun foi expulso da equipe devido às suas publicações. A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
O Irã se classificou para a Copa do Mundo de 2026 como líder do Grupo A nas Eliminatórias da Ásia. No Mundial, a seleção está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Contudo, a participação do Irã no torneio é incerta devido à guerra com os Estados Unidos, país-sede do evento.
O Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que o país não disputará a Copa do Mundo de 2026 “sob nenhuma circunstância”, responsabilizando o “regime corrupto” dos Estados Unidos pela morte de Ali Khamenei. A FFIRI está negociando para que os jogos da seleção ocorram apenas no México.
Se o Irã renunciar oficialmente à sua vaga na Copa do Mundo, a FIFA decidirá quem será o novo participante, já que o regulamento da competição não estabelece critérios para substituições.

