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Segurança é indiciado por roubo após presenciar assalto em Apucarana, PR

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um segurança terceirizado da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Apucarana, foi indiciado por roubo após presenciar um assalto sem intervir. O delegado André Garcia informou que o crime ocorreu no dia 4 de fevereiro.

O assaltante, de 23 anos, foi preso na sexta-feira (6), e as imagens do crime foram divulgadas posteriormente. O vídeo mostra a vítima, um jovem de 25 anos, sendo atacada no estacionamento de motos do campus às 18h26. O criminoso aplicou um golpe ‘mata-leão’ e roubou a mochila da vítima, que continha um celular.

Enquanto a vítima estava imobilizada no chão, o segurança se aproximou, mas não tomou nenhuma atitude. Ele foi filmado apenas observando a cena e, em determinado momento, parece chamar alguém, mas se afastou quando tanto a vítima quanto o assaltante saíram correndo.

O delegado explicou que a vítima havia combinado a venda do celular com uma mulher e escolheu o campus da universidade como local de encontro, acreditando ser seguro. No entanto, o local estava vazio devido ao período de férias.

Após a denúncia, a Polícia Civil identificou e prendeu o assaltante. Durante o interrogatório, ele confirmou ser a pessoa que aparece nas imagens agredindo a vítima.

O vigilante foi chamado para prestar esclarecimentos, mas permaneceu em silêncio quando questionado sobre sua formação em defesa pessoal e conhecimento da legislação pertinente à sua função. O delegado afirmou que a omissão do segurança durante o assalto caracteriza uma responsabilidade penal.

“”Ou seja, bem material da faculdade está sob vigilância desse funcionário […]. Mas também a incolumidade física das pessoas que estão ali está sob a proteção desse vigilante, isso está disciplinado na lei. Então, no momento em que ele deixa de cumprir uma obrigação legal, isso caracteriza uma omissão penalmente relevante”, explicou o delegado.”

O inquérito foi baseado na Lei 14.967/2024, que estabelece que a segurança privada deve observar os princípios da dignidade humana e a proteção à vida. O caso será encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) para possíveis denúncias.

A Unespar informou que o vigilante foi afastado de suas funções e que colaborou com a investigação policial, enviando os registros de vídeo do incidente. A universidade reafirmou seu compromisso com a segurança da comunidade universitária.

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