A Polícia Militar (PM) registrou seis casos de violência contra a mulher em um período de 12 horas em Maceió, na capital alagoana.
Os incidentes ocorreram em quatro bairros: Jacintinho, Vergel do Lago, Prado e Poço. Todos os suspeitos foram presos e estão na Central de Flagrantes, localizada no Tabuleiro dos Martins.
No Jacintinho, uma mulher foi agredida, esfaqueada e estrangulada pelo companheiro. A vítima apresentava lesões no olho esquerdo, uma perfuração nas costas e hematomas no pescoço. O estado de saúde dela não foi informado.
Outro caso no Jacintinho envolveu uma mulher ameaçada por um homem que foi preso portando uma faca. Na casa da vítima, a PM encontrou um botijão de gás aberto, o que representava risco à segurança dela.
No Vergel do Lago, o primeiro caso ocorreu às 14h01, quando uma mulher relatou ter levado um tapa no rosto do ex-marido. Às 23h, a PM foi chamada novamente para uma denúncia de agressão, onde o ex-namorado da vítima a ameaçou de morte. Ele foi detido na casa da avó.
No Prado, um homem foi preso por ameaçar a mãe de morte na Travessa Franco Jatobá III. A vítima afirmou que o filho, usuário de drogas, disse ter comprado uma arma para matá-la.
No bairro do Poço, a PM tomou conhecimento da violência após vizinhos ouvirem o choro de uma criança e denunciarem o caso. O suspeito alegou que houve uma discussão, mas negou a agressão, o que foi contestado pela vítima, que já havia solicitado uma medida protetiva de urgência devido a atos de violência anteriores.
Em março de 2015, a Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que tornou o feminicídio um crime hediondo, sancionado pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Os crimes hediondos são considerados de extrema gravidade e não preveem pagamento de fiança, indultos ou anistia.

