Seis condenados por golpes na Caixa Econômica em Minas Gerais

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Seis pessoas foram condenadas à prisão por integrar uma quadrilha que aplicava golpes financeiros na Caixa Econômica Federal. As sentenças, que variam de seis a oito anos de detenção, foram expedidas na última segunda-feira, 16 de março de 2026, pela Justiça Federal em Minas Gerais.

O esquema fraudulento foi desmantelado pela Polícia Federal em agosto de 2023. De acordo com as investigações, o grupo utilizava serviços gratuitos de email para criar endereços falsos, supostamente associados a entidades de classe, e enviava mensagens a agências da Caixa solicitando transferências bancárias urgentes.

Para dar verniz de credibilidade aos pedidos, os criminosos falsificavam logomarcas oficiais e documentos públicos. No celular de um dos condenados, a PF encontrou diários oficiais, alvarás e atas de reuniões que foram usados para embasar a fraude.

O episódio específico que levou à condenação ocorreu em fevereiro de 2023. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a quadrilha fingiu representar a Associação Nacional dos Delegados da PF em Minas Gerais (ADPF-MG) para enviar um email a uma agência da Caixa situada na própria Superintendência da PF, em Belo Horizonte. Utilizando um ofício com assinaturas clonadas, os golpistas induziram o gerente a transferir R$ 18.350 a uma conta-laranja.

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Ainda segundo a acusação, o esquema utilizava uma complexa rede de contas bancárias para pulverizar as transferências em até quatro “camadas”, com repasses em pequenas parcelas a uma série de integrantes da quadrilha. Diversos dos pagamentos eram de apenas 1 centavo para testar a validade das contas.

““Essa estrutura em camadas denota uma organização criminosa com expertise em fraudes bancárias eletrônicas, buscando sistematicamente a ocultação da origem e destinação dos valores”, diz a sentença assinada pelo juiz federal Maurício Mendonça, de Belo Horizonte.”

Três meses após o primeiro golpe, em maio de 2023, a mesma quadrilha tentou aplicar um golpe de aproximadamente R$ 11.000, passando-se pela Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA/MG). O crime não foi consumado em razão da desconfiança de uma funcionária da Caixa, que ligou para a instituição e confirmou que se tratava de uma fraude.

Os seis acusados pelo MPF foram condenados por estelionato eletrônico, sendo o líder do esquema sentenciado a sete anos e três meses de prisão e os outros cinco, que operavam as contas-laranja, recebendo penas de seis a oito anos de detenção, iniciando o cumprimento em regime semiaberto.

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