A Semana do Rim, que celebra o Dia Mundial do Rim, ocorre em Itaperuna até o dia 21 de março. A ação teve início no último sábado, dia 14, na Avenida Dep. Cory de Campos Pillar Filho, conhecida como Rua da Feira.
A iniciativa reúne profissionais da saúde, estudantes de medicina, a Secretaria Municipal de Saúde e o Plano Nacional de Imunização (PNI). O objetivo é reforçar a importância da prevenção das doenças renais, com ênfase na vacinação para pacientes diagnosticados com Doença Renal Crônica (DRC).
Segundo os organizadores, pessoas com DRC têm maior vulnerabilidade imunológica, aumentando o risco de infecções e agravando o quadro clínico. Por isso, manter o calendário vacinal atualizado é uma estratégia essencial de proteção.
Durante a ação, foram oferecidas orientações sobre a imunização contra hepatite B, hepatite A, pneumococo e tétano, doenças que podem complicar a saúde de pacientes com problemas renais. A coordenação da campanha é de Andressa Trocilo Picanço, responsável pelo PNI no município.
A médica nefrologista Rosa de Mello Malta, do Hospital São José do Avaí, também participou, oferecendo orientações sobre prevenção, diagnóstico precoce e cuidados com a saúde dos rins. A campanha contou com apoio de instituições de pesquisa, promovendo a integração entre ciência, educação e gestão pública.
Foram realizados testes de aferição de pressão arterial, glicemia capilar e orientações sobre controle de doenças associadas aos problemas renais, como hipertensão e diabetes. Os participantes receberam informações sobre o uso correto de medicamentos e a importância da adesão ao tratamento.
Os organizadores relataram que muitos pacientes informaram utilizar remédios de forma inadequada, como tomar medicamentos em dias alternados ou interromper o tratamento sem orientação médica. As equipes enfatizaram a necessidade de seguir a prescrição médica e manter acompanhamento regular nas unidades de saúde.
Orientações específicas foram dadas a pacientes com doenças diagnosticadas que estavam sem acompanhamento adequado, incentivando o retorno ao acompanhamento ambulatorial e à continuidade do tratamento. A iniciativa demonstra como a parceria entre profissionais de saúde, instituições científicas e poder público pode melhorar a qualidade de vida da população, ampliando o acesso à informação e cuidados em saúde.


