Senador alerta sobre risco de vida de Bolsonaro sem atendimento médico contínuo

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O senador Izalci Lucas, líder da oposição no Congresso, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro corre risco de vida caso não receba acompanhamento médico contínuo. A declaração foi feita em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, ao comentar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro.

Segundo Izalci, a medida já era esperada pela oposição, especialmente em razão do estado de saúde do ex-presidente. Ele destacou: “Se você realmente não tiver atenção 24 horas, alguém acompanhando, ele corre risco de vida”. O senador mencionou complicações médicas enfrentadas por Bolsonaro, como infecções e problemas decorrentes de episódios recorrentes de soluço.

Izalci classificou a situação como “gravíssima” e afirmou que houve momentos recentes em que o quadro clínico de Bolsonaro poderia ter se agravado ainda mais. Ele alertou que uma demora no atendimento poderia ter colocado o ex-presidente em risco antes mesmo de uma internação hospitalar.

Apesar de defender a decisão de permitir que Bolsonaro cumpra a pena em casa, o senador criticou as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação às visitas. Ele argumentou que a limitação de encontros com familiares a dias específicos dificulta o acompanhamento adequado do ex-presidente.

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O parlamentar também ressaltou que a concessão da prisão domiciliar deve ser analisada sob uma perspectiva humanitária. Ele citou outros casos de investigados em condições semelhantes que também tiveram o direito de cumprir pena fora do sistema prisional, mencionando o general Augusto Heleno.

Izalci contestou a comparação entre Bolsonaro e presos condenados por crimes graves, afirmando que, em sua avaliação, o ex-presidente não cometeu crimes. Ele expressou questionamentos sobre as circunstâncias que levaram à condenação e criticou o que chamou de “narrativa” construída em torno do caso.

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