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Senador Alessandro Vieira protocola pedido para criar CPI sobre ministros do STF

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um requerimento no Senado na noite de segunda-feira (9) para a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as relações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com o banco Master.

Vieira afirmou que ‘dois ministros do Supremo Tribunal Federal encontram-se no centro de um dos maiores escândalos financeiros e institucionais da história republicana do Brasil’. Ele destacou que a investigação não busca revisar decisões judiciais, mas sim apurar se os altos cargos da República mantêm padrões de conduta adequados.

O requerimento já conta com 35 assinaturas, superando o mínimo necessário de 27. Entre os signatários estão 11 senadores do PL, incluindo o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e seis parlamentares do PP, cujo presidente, Ciro Nogueira (PP-PI), também está envolvido com Vorcaro.

Os senadores do MDB e do PT não assinaram o pedido. A CPI proposta tem como foco exclusivo investigar as relações dos ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro. Vieira explicou que a CPI se propõe a responder se os ministros mantiveram relações incompatíveis com o exercício imparcial da função pública.

O senador também afirmou que a situação vai além de uma simples ‘crise bancária’, pois coloca em risco a ‘credibilidade do STF’. Ele ressaltou que ‘a gravidade do presente caso transcende em muito os limites de uma crise bancária ou de episódios isolados de relacionamentos inadequados entre particulares e agentes públicos’.

O ministro Dias Toffoli está envolvido em uma polêmica relacionada à empresa Maridt, da qual é sócio. A empresa recebeu milhões de um fundo de investimento ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. A Maridt, administrada pelos irmãos de Toffoli, tornou-se sócia do Resort Tayayá e vendeu parte de suas ações para o fundo da família Vorcaro.

Após a revelação das relações, Toffoli deixou a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes também está ligado ao caso, com um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de sua esposa e o banco Master. O escritório confirmou a existência do contrato, mas não revelou valores.

Além disso, mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram mencionadas, com o STF negando que as mensagens fossem destinadas ao ministro. A CPI questiona se Moraes estava livre de vínculos que comprometessem sua imparcialidade.

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