Senador propõe CPI para investigar ministros do STF no caso Master

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou a apresentação de um requerimento para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado Federal. O objetivo é investigar a conduta de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no caso envolvendo o Banco Master.

Segundo Vieira, a proposta busca apurar possíveis “relações pessoais, financeiras ou de outra ordem” entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O requerimento também prevê a investigação de “possíveis reflexos dessas relações sobre a conduta funcional dos referidos magistrados”.

Em postagem no X (antigo Twitter), Vieira, que atualmente é relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que o objetivo é garantir que todos estejam sujeitos às mesmas regras e reforçar princípios como independência e imparcialidade do Poder Judiciário.

““Sem condenações prévias e com responsabilidade é preciso garantir que todos estão sujeitos à mesma lei”,”

escreveu o senador.

Para que a CPI seja instalada, o requerimento precisa reunir ao menos um terço das assinaturas dos senadores, o equivalente a 27 parlamentares. Após essa etapa, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avaliar os trâmites para a eventual criação da comissão.

O gabinete do ministro Alexandre de Moraes divulgou uma nota afirmando que uma análise técnica realizada em dados telemáticos de Daniel Vorcaro não identificou mensagens direcionadas ao magistrado. Segundo o comunicado,

““as mensagens de visualização única enviadas por ele [Vorcaro] no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos””

.

O gabinete do ministro Dias Toffoli também se pronunciou, divulgando um histórico das decisões tomadas em processos relacionados à operação “Compliance Zero”. Na nota, o magistrado afirmou que foi designado relator por sorteio no Supremo e que autorizou diligências solicitadas pelas autoridades responsáveis pelas investigações. O texto registra que, ao longo da condução do caso,

““deferi todas as medidas requeridas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República””

.

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