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Esportes

Senegal recorre à Corte Arbitral após retirada de título da Copa Africana

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 08:27
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A Federação Senegalesa de Futebol anunciou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, que vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS) contra a decisão que retirou o título conquistado pelo país na Copa Africana de Nações (CAN) e declarou Marrocos vencedor.

“A Federação Senegalesa de Futebol denuncia uma decisão injusta, sem precedentes e inaceitável, que desacredita o futebol africano”, afirmou a entidade em um comunicado divulgado nas redes sociais. “Para a defesa dos seus direitos e dos interesses do futebol senegalês, a Federação apresentará, no prazo mais breve possível, um recurso de apelação ao CAS em Lausanne.”

O comitê de apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF) retirou o título conquistado pelo Senegal na CAN em 18 de janeiro e declarou Marrocos o país vencedor, conforme anunciado na noite de terça-feira, 17 de março. A CAF decidiu “declarar a seleção do Senegal excluída durante a final” vencida por 1 a 0 pelos senegaleses, “com o resultado oficialmente registrado como 3 a 0” a favor da seleção marroquina.

Vários jogadores senegaleses deixaram o campo temporariamente durante a final em protesto contra uma decisão da arbitragem. No dia 18 de janeiro, durante a final da Copa Africana de Nações em Rabat, no Marrocos, os ‘Leões de Teranga’ venceram um jogo caótico por 1 a 0. Após um pênalti marcado para a seleção marroquina nos acréscimos do segundo tempo, logo depois de um gol do Senegal ter sido anulado, alguns jogadores senegaleses deixaram brevemente o campo antes de retornarem, enquanto torcedores revoltados tentaram invadir o gramado e atiraram objetos.

Após a penalidade perdida pelo ponta marroquino do Real Madrid, Brahim Díaz, a partida foi para a prorrogação, que o Senegal venceu com um gol de Pape Gueye. O comitê de apelações da CAF justificou sua decisão com base nos artigos 82 e 84 do regulamento da CAN, que estabelecem que, se uma equipe “se recusar a jogar ou abandonar o campo antes do apito final, será considerada perdedora e eliminada definitivamente da competição”.

Em comunicado, a Federação Marroquina de Futebol afirmou que sua iniciativa “nunca teve a intenção de questionar o desempenho esportivo das equipes participantes desta competição, mas apenas de solicitar a aplicação do regulamento”. Uma fonte próxima à Federação Marroquina de Futebol lembrou um precedente em outra competição africana, onde o Espérance Sportive de Tunis foi declarado campeão da Liga dos Campeões da CAF após o Wydad Casablanca ter abandonado o campo durante a final em protesto contra uma decisão do VAR.

No final de janeiro, o órgão disciplinar da CAF impôs sanções disciplinares, incluindo multas que somam centenas de milhares de euros, às federações de ambos os países por conduta antidesportiva e violações dos princípios do fair play. A audiência de apelação de 18 torcedores senegaleses, presos desde a final e condenados a penas de prisão entre três meses e um ano por vandalismo, que estava marcada para segunda-feira, foi adiada para o dia 30.

TAGGED:Confederação Africana de FutebolCopa AfricanaCorte Arbitral do EsporteEsporteFederação Marroquina de FutebolFederação Senegalesa de FutebolFutebolMarrocosRabatSenegal
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