A Justiça determinou que Vanessa de Lima Figueiredo, servidora da Polícia Civil, use tornozeleira eletrônica após ser denunciada por desvio de mais de 200 armas apreendidas.
A decisão foi tomada após a descoberta de que ela comprou uma passagem para os Estados Unidos com embarque marcado quatro dias antes de uma audiência do processo. Segundo a Justiça, a viagem indicou risco de fuga.
Além do monitoramento eletrônico, a Justiça proibiu que Vanessa deixe o país e determinou a retenção de seu passaporte. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que a compra da passagem motivou o pedido de medidas cautelares.
A defesa de Vanessa alegou que a viagem foi cancelada. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), a servidora ainda não compareceu ao local indicado para a instalação da tornozeleira. A audiência de instrução e julgamento está marcada para 24 de março de 2026.
Se descumprir as medidas impostas, Vanessa pode ser presa. A investigação sobre o desvio de armas da Polícia Civil de Minas Gerais foi dividida para aprofundar as apurações e verificar a possível participação de pessoas fora do serviço público.
Um laudo pericial anexado ao processo calcula um prejuízo de mais de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos. O documento, ao qual a TV Globo teve acesso, também registra que parte das armas desviadas foi recuperada em diferentes regiões do estado, ligadas a crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lesão corporal.
O inquérito aponta três investigados que não são servidores, suspeitos de ajudar na circulação e no destino das armas desviadas. Eles foram intimados a depor entre 17 e 19 de março.


