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Leitura: Servidores exonerados por fraude em concurso público em Alto Paraguai, MT
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Justiça

Servidores exonerados por fraude em concurso público em Alto Paraguai, MT

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 14:38
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Sete servidores municipais de Alto Paraguai, a 219 km de Cuiabá, foram exonerados nesta segunda-feira (9) devido à participação em um esquema de fraude no concurso público realizado em 2024.

A decisão do prefeito Adair José Alves (MDB) foi publicada no Diário Oficial dos Municípios. Os servidores foram investigados por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que identificou irregularidades em cartões-resposta das provas.

Segundo a investigação da polícia, foram encontrados 12 cartões assinados pelos candidatos, mas sem qualquer marcação nas alternativas, o que, de acordo com as regras do concurso, deveria resultar em nota zero. Apesar disso, os candidatos foram aprovados.

Os servidores exonerados ocupavam os seguintes cargos: Maria Avelina de França – técnico(a) de desenvolvimento infantil – Educação; Letícia Rodrigues de Lara – apoio administrativo – monitor(a) – Educação; Alessandra Araújo de Almeida – professor(a) – Educação; Jozene Isabel de Lara Rodrigues – secretária recepcionista – Saúde; Marielle Pereira Machado – enfermeira (técnica de nível superior) – Saúde; Ronei Rodrigues da Silva – serviço de apoio I (vigia) – Infraestrutura; Adilson Rodrigues Tanan – motorista – Secretaria Municipal de Saúde.

A operação que revelou o esquema foi chamada de Operação Ludificatum. Durante buscas na casa do proprietário da banca examinadora, em Ribeirão Cascalheira, a polícia encontrou um envelope pardo contendo uma lista com nomes de candidatos.

O relatório do processo indicou que a fraude consistia na entrega de cartões-resposta assinados em branco ao organizador do esquema. Os nomes dos candidatos foram incluídos de forma irregular na lista de aprovados. As principais provas apresentadas no processo incluem documentos apreendidos, como o envelope com a lista de nomes e os cartões-resposta assinados em branco, além do depoimento do investigado e a ausência de contraprovas concretas por parte da defesa.

A comissão processante recomendou, de forma unânime, a aplicação da penalidade de demissão. A decisão administrativa foi assinada pelo prefeito no dia 5, quando ele acatou integralmente as conclusões do relatório final apresentado pela comissão.

““O Relatório Final demonstra, de forma robusta e individualizada, que os servidores, mediante a assinatura de cartões-resposta em branco entregues ao organizador da fraude (Daniel Luiz Brito), tiveram seus nomes incluídos em lista de aprovados fraudulentos logrando aprovação indevida no certame, em clara violação aos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa”, diz trecho do PAD publicado no dia 6.”

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