Subiu para sete o número de municípios do Amazonas em situação de emergência devido ao risco de inundação provocada pela cheia dos rios, conforme informou a Defesa Civil do estado. As cidades afetadas estão localizadas em diferentes calhas de rios e enfrentam impactos diretos da cheia.
Os municípios que entraram na lista de emergência são Atalaia do Norte e Benjamin Constant, na calha do Alto Solimões; Boca do Acre e Canutama, na calha do Rio Purus; e Carauari, Eirunepé e Itamarati, na calha do Rio Juruá. A Defesa Civil ainda não possui informações sobre a quantidade de pessoas afetadas pela cheia neste ano.
No Amazonas, o processo de cheia dos rios geralmente começa entre outubro e novembro, após o período de seca, e os níveis costumam subir gradativamente até junho, quando atingem seus ápices. A classificação de emergência indica que essas cidades já enfrentam consequências diretas da subida dos rios, como alagamentos em áreas urbanas e rurais, dificuldades de acesso a comunidades e prejuízos à infraestrutura.
Além dos sete municípios em emergência, a Defesa Civil informou que 12 cidades estão em alerta, 15 seguem em atenção com monitoramento contínuo e 28 permanecem em normalidade, incluindo a capital Manaus. O órgão continua monitorando os níveis dos rios em todo o estado e prestando apoio às prefeituras para a adoção de medidas de resposta e assistência às famílias afetadas.
Em Manaus, o Rio Negro atingiu 24,86 metros nesta terça-feira, 17 de março de 2026, 40 centímetros abaixo do registrado no mesmo dia do ano passado. A expectativa é que o rio continue em processo de cheia até meados de junho.
O Governo Federal reconheceu a situação de emergência em três municípios do Amazonas: Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre. O reconhecimento oficial foi publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira, 13 de março. Com isso, as prefeituras podem solicitar recursos federais para ações de defesa civil, como a compra de cestas básicas e água potável.
Com o reconhecimento da situação de emergência, moradores de Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre poderão solicitar o saque do FGTS por calamidade. A Caixa Econômica Federal informa que trabalhadores das áreas afetadas podem retirar até R$ 6.220, desde que tenham saldo disponível e não tenham feito saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses. O prazo para solicitar o saque vai até 11 de junho de 2026.


