A Shell assinou diversos acordos com o governo da Venezuela na quinta-feira, 5 de março de 2026, para exploração de gás natural offshore e petróleo e gás onshore.
Os acordos incluem colaborações técnicas e comerciais com a empresa de engenharia venezuelana VEPICA, além de parcerias com a KBR e a Baker Hughes, uma empresa americana de serviços petrolíferos.
Esses acordos foram firmados após uma reunião entre o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, e a presidente venezuelana Delcy Rodríguez, realizada nesta semana.
Burgum é o segundo secretário do gabinete a visitar a Venezuela desde que um ataque dos EUA em janeiro capturou o presidente Nicolás Maduro. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, também esteve no país em fevereiro.
A Shell possui um projeto de gás offshore na Venezuela, denominado Dragon, que enfrentou dificuldades nos últimos anos devido a mudanças na política dos EUA em relação ao país. Em fevereiro, a empresa informou que as licenças gerais para exploração de petróleo e gás emitidas pelos EUA permitiriam o avanço do projeto.
O recente acordo com a Venezuela possibilita o desenvolvimento do projeto de gás Dragon, com previsão de exportação do primeiro gás para Trinidad até o terceiro trimestre de 2027, conforme declarado pelo ministro da Energia de Trinidad, Roodal Moonilal.
A Shell e Trinidad têm trabalhado para desenvolver o projeto Dragon e aumentar a produção da principal usina de GNL do país, a Atlantic LNG, que é de propriedade da Shell, BP e da National Gas Company de Trinidad.
No ano passado, a Atlantic LNG produziu 9 milhões de toneladas métricas de gás natural liquefeito, abaixo da capacidade nominal de 12 milhões de toneladas devido à escassez de gás em Trinidad.
Uma reforma abrangente do setor petrolífero aprovada pelo legislativo venezuelano em janeiro reduziu impostos e ampliou o poder de decisão do Ministério do Petróleo, além de conceder autonomia aos produtores privados para estimular investimentos.
A TV FANB, canal estatal venezuelano, afirmou em um post no Telegram que os novos acordos com a Shell “reafirmam que a Venezuela continua a ser um destino seguro e confiável para o investimento estrangeiro”.

