Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário, é réu na 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte por fraudes financeiras, organização de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele é um dos alvos da operação da Polícia Federal que prendeu novamente o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na quarta-feira, 4, Sicário foi preso e tentou se enforcar, sendo socorrido antes de falecer. A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, apresentada em outubro de 2021, Mourão foi sócio da empresa Maximus Digital, que prometia lucros acima do comum no mercado.
A empresa fechou em fevereiro de 2018, deixando milhares de vítimas sem conseguir resgatar os valores investidos. O esquema de pirâmide permitia que os primeiros investidores fossem pagos, além de receberem comissões por trazer novos participantes. Após o fechamento da empresa, os investidores ficaram com prejuízos.
A denúncia incluiu reclamações de investidores da Maximus e do grupo Alicateia, que faz parte da organização criminosa, afirmando que não conseguiam resgatar nem mesmo o valor investido, o que é ilegal. O julgamento do caso ainda não foi concluído, e Mourão, assim como os outros réus, não foi condenado.
Mourão, Vorcaro e mais dois investigados foram presos na segunda fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Sicário era responsável por coordenar e financiar a intimidação de adversários do Master. Conversas interceptadas pela PF revelaram Vorcaro ordenando ações violentas contra jornalistas que publicaram matérias desfavoráveis.
Na sede da Polícia Federal em Minas, Mourão tentou se enforcar para tirar a própria vida, mas não obteve sucesso.

