‘Sicário’ de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’ de Vorcaro, faleceu nesta sexta-feira (6). A confirmação da morte foi feita pela defesa do acusado.

A morte foi declarada às 18h55, após o encerramento do protocolo de morte encefálica, que teve início por volta das 10h15 do mesmo dia. Mourão estava sob custódia da Polícia Federal (PF) quando tentou suicídio.

A PF abriu um inquérito na quinta-feira (5) para investigar as circunstâncias da custódia de Mourão, que foi preso na Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (4). Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, toda a ação e o atendimento prestado a Mourão estão filmados.

Na noite de quarta-feira (4), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que a morte de Luiz Phillipi não estava confirmada e que ele seguia em cuidados no CTI do Hospital João XXIII.

A PF comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e entregará todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do incidente.

A defesa de Mourão afirmou que esteve com ele até por volta das 14h de quarta-feira, quando ele estava em plena integridade física e mental. A defesa também declarou que tomou conhecimento do incidente após a nota da PF e que acompanha os fatos no hospital.

‘Sicário’ foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Daniel Vorcaro, banqueiro apontado como chefe da organização criminosa, também foi preso na mesma operação.

As investigações indicam que Mourão tinha um papel central na organização, executando ordens de monitoramento de alvos e ações de intimidação. Há indícios de que ele recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como remuneração pelos serviços ilícitos.

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