O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo brasileiro está avaliando a necessidade de medidas para enfrentar a alta do preço do barril de petróleo, em decorrência da guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 11 de março de 2026.
Silveira descartou a possibilidade de intervenção do governo federal na Petrobras, considerando essa ação como “irresponsável”. Ele destacou: “Nós não seremos irresponsáveis de fazer intervenção em uma empresa de capital aberto, listada na bolsa de Nova York e que tem a sua governança própria”.
O ministro também negou a existência de risco de desabastecimento de combustíveis no Brasil e classificou os recentes aumentos nos preços como uma “criminosa especulação”. Ele afirmou: “É naturalmente um momento de apreensão do mundo inteiro, não só do Brasil, porque nós vivemos um caos geopolítico, mas não tem risco de abastecimento”.
Nos últimos dias, sindicatos do setor relataram aumentos ou previsões de alta para gasolina e diesel, atribuídos ao aumento do preço internacional do petróleo após o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Silveira anunciou que o governo aplicará multas e fiscalizará as distribuidoras e revendedores para coibir abusos.
Além disso, o ministério de Minas e Energia criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, com o objetivo de identificar rapidamente eventuais riscos ao fornecimento e coordenar ações para garantir a segurança energética no país. Silveira ressaltou que a população pode ajudar a fiscalizar abusos nos postos de gasolina.
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, o maior nível desde fevereiro de 2022. A alta é impulsionada por tensões geopolíticas e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma importante rota de escoamento de petróleo.


