As cotações futuras da soja fecharam em baixa na bolsa de Chicago nesta segunda-feira, 16 de março de 2026. Os preços recuaram 5,71%, cotados a US$ 11,5525 por bushel.
A consultoria Royal Rural informou que o mercado reagiu a um possível adiamento da viagem do presidente Donald Trump à China, aumentando a incerteza em um momento em que Pequim é vista como crucial para a agenda comercial e para a crise no Estreito de Ormuz.
A Casa Branca sinalizou que o encontro com o presidente Xi Jinping, previsto para o fim de março, pode ser adiado devido à guerra com o Irã. Trump também voltou a solicitar ajuda chinesa para reabrir e proteger a passagem no Golfo.
““O mercado passou a temer atraso num diálogo que vinha sendo acompanhado como potencial canal de estabilização entre Estados Unidos e China”,”
destacou a consultoria. A Agrinvest acrescentou que a queda nos preços do petróleo também contribuiu para as baixas na bolsa de Chicago.
A NOPA (Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas) divulgou seu relatório mensal, informando que o processamento de soja em fevereiro totalizou 5,68 milhões de toneladas, 17,36% a mais do que as 4,84 milhões de toneladas do mesmo mês de 2015 e acima da previsão média de 5,52 milhões de toneladas feita por analistas, embora abaixo das 6,03 milhões de toneladas processadas em janeiro.
Os preços do milho também finalizaram a sessão com desvalorização de 2,84%, com o vencimento futuro para entrega em maio cotado a US$ 4,5400 por bushel. A Granar informou que os preços do milho caíram após três semanas consecutivas de ganhos.
O mercado de milho também foi afetado pela realização de lucros observada no mercado de soja. Além disso, os conflitos no Oriente Médio podem se prolongar, acarretando mais riscos do que benefícios para o uso de etanol devido à alta dos preços do petróleo.
Os preços futuros do trigo também fecharam em baixa na bolsa de Chicago, com o vencimento para maio registrando alta de 2,59%, cotado a US$ 5,9725 por bushel. A Granar destacou que os fundos de investimento realizaram lucros após ganhos significativos acumulados nas semanas anteriores.
““Os investidores estão apreensivos com repercussões negativas na economia americana devido a um aumento generalizado dos custos resultante da alta dos preços da energia”,”
completou a consultoria. O mercado está atento às previsões de chuvas abaixo do esperado nas Grandes Planícies do Sul, onde se concentra a produção de trigo de inverno.


