Uma grande sonda espacial reentrou na atmosfera terrestre na madrugada de quarta-feira, 11 de março de 2026, anos antes do previsto. A Nasa informou que, embora a maior parte da espaçonave de 600 quilos (1.323 libras) devesse se desintegrar em chamas, alguns componentes podem ter sobrevivido.
A probabilidade de um fragmento de detrito causar danos a uma pessoa foi estimada em cerca de 1 em 4.200, segundo comunicado da agência espacial. Essa probabilidade é considerada baixa e mais favorável do que as de incidentes com detritos espaciais ocorridos em anos anteriores.
““Já tivemos objetos que reentraram na atmosfera com uma probabilidade de 1 em 1.000, e nada aconteceu; se tivermos alguns casos com uma probabilidade de 1 em 4.000 ou 5.000, não será um dia terrível para a humanidade”, disse o Dr. Darren McKnight, pesquisador sênior da empresa de rastreamento espacial LeoLabs.”
O risco de danos era maior do que o de outros eventos notáveis, como a reentrada da estação espacial chinesa em 2018, que deixou partes do mundo em alerta. Naquele caso, a probabilidade de detritos atingirem um ser humano foi estimada em menos de 1 em um trilhão, e ninguém se feriu.
A Sonda Van Allen A foi lançada pela Nasa em 2012 para estudar os cinturões de radiação de Van Allen, que são faixas cósmicas de partículas de alta energia presas no campo magnético da Terra, em altitudes que variam de cerca de 640 a 58.000 quilômetros (400 a 93.300 milhas).

