A agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou o rating da Raízen de “CCC-” para “SD” (inadimplência seletiva) no dia 11 de março de 2026. A decisão ocorreu após a companhia protocolar um pedido de reestruturação extrajudicial de dívida no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Segundo a S&P, a medida foi tomada após a empresa informar que pretende reestruturar R$ 65,1 bilhões em dívidas sem garantia, de um total de R$ 70 bilhões registrados em dezembro de 2025. O montante a ser reestruturado inclui dívida bancária, notas seniores e dívida local, além de créditos intercompanhia.
Com o pedido protocolado, a Raízen terá um prazo de 90 dias, contados a partir da aceitação da solicitação pelo tribunal, para obter apoio suficiente dos credores e permitir a homologação do plano de reestruturação. Caso o plano seja ratificado, os novos termos e condições passarão a valer para 100% da dívida abrangida.
Durante esse período, a companhia suspenderá o pagamento de juros e principal relacionados às dívidas quirografárias incluídas no processo, o que caracteriza a inadimplência das obrigações classificadas. A S&P também rebaixou a classificação das notas seniores emitidas pela Raízen Fuels Finance de “CCC-” para “D”, além de retirar a classificação de recuperação desses títulos.
Conforme informado, credores que detêm mais de 47% da dívida já aprovaram o plano de reestruturação no âmbito do acordo apresentado pela empresa. O rebaixamento do rating para “SD” reflete o fato de que a reestruturação proposta abrange a maior parte, mas não a totalidade das obrigações financeiras da companhia.
A S&P já havia rebaixado o rating da Raízen em duas ocasiões no último mês. Em 9 de fevereiro, a agência rebaixou o rating global da Raízen para CCC+ e o nacional para brCCC+. Na última sexta-feira (6), o rating foi rebaixado novamente, de CCC+ para CCC-.


