O Sri Lanka anunciou que todas as quartas-feiras serão feriado para conter o consumo de combustível. A medida foi tomada devido à escassez provocada pela guerra no Oriente Médio, que entra em seu 18º dia nesta terça-feira, 17 de março de 2026.
O conflito teve início com ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Isso resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital que transporta cerca de 20% do petróleo consumido globalmente, incluindo grande parte das exportações destinadas à Ásia.
““Devemos nos preparar para o pior, mas esperar pelo melhor”, disse o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, em uma reunião de emergência com altos funcionários na segunda-feira.”
A nova semana de quatro dias na nação insular também se aplicará a escolas e universidades, mas não afetará serviços essenciais, como saúde e imigração. A escolha da quarta-feira como dia de folga visa evitar que os serviços públicos fiquem fechados por três dias consecutivos, o que ocorreria se o feriado fosse na segunda ou na sexta-feira.
Para reforçar o racionamento de combustível, o governo limitou a compra a 15 litros para carros e cinco litros para motocicletas.
A escassez de combustível também levou outros países asiáticos a adotar medidas de austeridade. Na Tailândia, autoridades incentivam o uso de roupas leves para reduzir o uso de ar-condicionado. Em Mianmar, veículos particulares só podem circular em dias alternados. Em Bangladesh, universidades anteciparam férias e apagões programados foram adotados para economizar energia.
Nas Filipinas, o governo determinou que servidores públicos trabalhem de casa ao menos uma vez por semana e proibiu viagens não essenciais. O presidente Ferdinand Marcos Jr. anunciou auxílio financeiro para motoristas de triciclos, agricultores e pescadores afetados pela alta dos combustíveis. No Vietnã, a população é incentivada a reduzir deslocamentos, usar transporte público e evitar o uso de veículos particulares quando possível.
Apesar da Agência Internacional de Energia (AIE) ter decretado a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais para suprir a oferta afetada pelo conflito, o órgão estima que o fornecimento de combustível ainda deve cair em 10 milhões de barris por dia.

