O STF e o CNJ repudiaram ataques racistas contra dois magistrados negros. Os órgãos acionaram a polícia e solicitaram a quebra de sigilo dos responsáveis pelas ofensas.
Os ataques ocorreram durante uma transmissão ao vivo da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que contou com a participação do conselheiro do CNJ, Fábio Francisco Esteves, e da juíza auxiliar da presidência do STF, Franciele Pereira do Nascimento.
De acordo com o STF e o CNJ, os comentários ofensivos foram bloqueados e as provas foram preservadas. “Diligências imediatas foram adotadas perante a autoridade policial da Comarca de Loanda, incluindo a solicitação de quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet para a célere identificação e responsabilização dos autores”, diz a nota.
Os órgãos também afirmaram que “é absolutamente intolerável que, no exercício de suas funções institucionais e em um espaço dedicado ao debate de políticas públicas e direitos fundamentais, sejam realizadas ofensas criminosas que tentam ferir a dignidade e a própria autoridade da Justiça brasileira”.
“O STF e o CNJ expressam sua irrestrita solidariedade aos juízes Franciele e Fábio, cujas trajetórias de excelência e compromisso com a causa pública honram a magistratura brasileira”, conclui o texto.

