STJ mantém prisão do ex-presidente do Rioprevidência em investigação do Banco Master

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, teve sua prisão preventiva mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro Carlos Pires Brandão rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Deivis foi preso no dia 3 de fevereiro durante uma investigação relacionada ao Banco Master. Ele foi detido ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, após uma viagem de férias com a família nos Estados Unidos. A prisão ocorreu na estrada, na altura de Itatiaia, no Vale do Paraíba, enquanto ele retornava ao Rio de Janeiro em um carro alugado.

A prisão temporária foi decretada pela 6.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução das investigações. A Justiça Federal apontou risco concreto de destruição de provas e embaraço do inquérito. O Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) também manteve a prisão, levando a defesa a recorrer ao STJ, mas sem sucesso.

O Rioprevidência foi o fundo de pensão que mais investiu no Banco Master, totalizando R$ 970 milhões entre novembro de 2023 e julho de 2024. A Polícia Federal investiga se houve irregularidades na aprovação dessas aplicações, que, segundo a corporação, expuseram o patrimônio da autarquia a riscos elevados e incompatíveis com sua finalidade.

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Em janeiro, a Polícia Federal realizou buscas na residência de Deivis, localizada em Botafogo, na zona sul do Rio. A operação resultou em seu pedido de exoneração, com a justificativa de que desejava assegurar a transparência e lisura das investigações sobre sua gestão.

Após a operação, a Polícia Federal descobriu que documentos haviam sido retirados do apartamento de Deivis, que provas digitais foram manipuladas e que dois carros de luxo pertencentes a ele foram transferidos para terceiros. Os investigadores consideraram essas manobras suspeitas e solicitaram a prisão.

A defesa de Deivis nega qualquer irregularidade e afirma que tem colaborado com as autoridades desde o início das investigações. Além disso, alega que os investimentos realizados no Banco Master estão devidamente documentados e seguiram todos os critérios de transparência.

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