O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, o pedido de soltura do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio contra sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana.
A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que entendeu que o recurso protocolado pela defesa do oficial, uma reclamação, não pode ser utilizado para questionar o decreto de prisão emitido pela Justiça de São Paulo.
“‘Não houve nenhum provimento emanado desta corte superior, no processo em tela, que pudesse vir a ser descumprido pelas instâncias ordinárias. Tem-se, portanto, manifesta a ausência de descumprimento de decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, o que inviabiliza, portanto, o conhecimento da presente reclamação’, justificou o ministro.”
Na quarta-feira, 18 de março de 2026, Geraldo foi preso após ser indiciado por feminicídio e fraude processual. No mês anterior, Gisele foi encontrada morta no apartamento em que o casal morava. A polícia foi acionada pelo oficial, que informou que a soldado havia atentado contra a própria vida.
Com o desenrolar das investigações, o caso foi tipificado como feminicídio após mensagens encontradas no celular de Geraldo apontarem ameaças contra a esposa. Imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais que atenderam à ocorrência também mostraram a tentativa do tenente-coronel de alterar a cena do crime.

