A novela Três Graças tem se destacado nas últimas semanas com o fenômeno do casal lésbico formado por Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky). O termo “Loquinha” viralizou nas redes sociais, unindo os nomes das personagens que conquistaram o público.
Recentemente, a trama alcançou um recorde de audiência, com 26 pontos e 43% de participação na Grande São Paulo. O sucesso se deve a sequências impactantes, incluindo o parto da mocinha Joélly (Alana Cabral) e a morte do pai da menina, Jorginho (Juliano Cazarré), além da esperada consumação do romance entre Lorena e Juquinha.
A lua de mel do casal foi marcada por cenas íntimas, com carícias e beijos, apresentando o amor lésbico de forma ousada no horário nobre. A novela, escrita por Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, começou em outubro do ano passado e, apesar de um início lento, encontrou seu ritmo com tramas que exploram a diversidade.
“Todas as formas de amar precisam ser representadas na tela”, afirmou Alanis Guillen. Além do casal lésbico, a novela também apresenta o romance entre a mulher trans Viviane (Gabriela Loran) e o galã Leonardo (Pedro Novaes), que evolui de uma paixão proibida para um namoro.
Historicamente, personagens trans eram frequentemente relegadas a papéis cômicos ou invisibilizadas. A ascensão de Viviane como uma mocinha romântica representa uma mudança significativa. O mesmo ocorre com as personagens lésbicas, que enfrentaram rejeição por décadas, como exemplificado pelo trágico final de Torre de Babel (1998).
O sucesso de Três Graças pode ser atribuído à habilidade de contar essas histórias de forma envolvente. A diretora Naína de Paula destacou o cuidado em apresentar as cenas íntimas de maneira respeitosa. “Houve cuidado para que tudo chegasse até o público de maneira respeitosa”, disse a diretora.
A atriz Gabriela Medvedovsky acrescentou: “A delicadeza com que essa trama é escrita encantou as pessoas”. Viviane, por sua vez, é retratada como uma heroína clássica, unindo-se à protagonista Gerluce (Sophie Charlotte) na luta contra a corrupção. A diversidade nas novelas brasileiras está se consolidando, fazendo história.

