Suspeito de assassinar comerciante em SP é preso após quatro anos no RS

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O homem suspeito de matar a tiros o dono de uma padaria em Laranjal Paulista, São Paulo, foi preso na sexta-feira, 13 de março de 2026, em Gravataí, no Rio Grande do Sul. Matheus Vinícius Silveira Leite era considerado foragido da Justiça desde o crime ocorrido em março de 2022.

Matheus também é suspeito de assassinar a corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas em Florianópolis, Santa Catarina, no início deste mês. Ele foi encontrado enquanto tentava fugir para o Rio Grande do Sul.

A Polícia Civil de Laranjal Paulista identificou Matheus por meio de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. O homem já havia trabalhado como segurança na padaria onde cometeu o crime. Após o assassinato, ele fugiu para a capital paulista, utilizando um transporte por aplicativo e carregando uma bolsa com R$ 24 mil em espécie, quantia que teria sido roubada do comerciante.

A companheira de Matheus foi presa em outubro do ano passado, ao ser vista no Aeroporto de Guarulhos, mas ele conseguiu escapar dos agentes federais ao apresentar documentos falsos. O caso é investigado como latrocínio pela Polícia Civil de Laranjal Paulista.

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O crime ocorreu na madrugada do dia 9 de março de 2022, quando João Batista Vieira, de 65 anos, foi abordado por Matheus ao abrir o estabelecimento. Durante a abordagem, houve luta corporal e o comerciante foi baleado na cabeça. O delegado Francisco Catojo, responsável pelas investigações, afirmou que Matheus foi identificado pelas imagens e por testemunhas, e a blusa que ele usou no dia do crime foi encontrada em um rio próximo.

Um homem de 33 anos, inicialmente suspeito de envolvimento no crime, foi levado à delegacia, mas sua participação foi descartada pela polícia. A prisão preventiva de Matheus foi solicitada, mas não foi decretada pela Justiça, resultando em sua liberação.

No caso do assassinato da corretora Luciani, o delegado Anselmo Cruz informou que a motivação envolve o patrimônio da vítima. Luciani foi esquartejada e partes de seu corpo foram encontradas em um córrego em Major Gercino, SC. Três vizinhos dela foram presos, incluindo Matheus.

A Polícia Civil considerava Luciani como desaparecida antes de seu corpo ser encontrado. Um boletim de ocorrência foi registrado em 9 de março de 2026, após irmãos desconfiarem de mensagens enviadas pelo celular da corretora, que apresentavam erros gramaticais e indicavam que ela estava sendo perseguida por um ex-namorado.

As investigações revelaram compras feitas pelos suspeitos utilizando o nome da vítima, incluindo eletrônicos e artigos esportivos, após seu desaparecimento. A primeira pessoa presa foi Ângela Maria Moro, de 47 anos, que estava com pertences de Luciani e agora é investigada por latrocínio.

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