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Suspeito de estrangular jovem em Santana trocou celular por crack

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Cláudio Pacheco, conhecido como “Coringa”, de 42 anos, foi preso na noite de segunda-feira (9) em Santana, suspeito de estrangular e matar a jovem Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos. Segundo a Polícia Militar, após o crime, ele trocou o celular da vítima por 6 pedras de crack em uma boca de fumo da cidade.

De acordo com a Polícia Civil, Pacheco é usuário de drogas e confessou que estava sob efeito de entorpecentes no momento do assassinato. O caso é investigado como latrocínio, caracterizado como roubo seguido de morte. O delegado Anderson Ramos, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, afirmou: “Ele matou para roubar e adquirir droga. Não se trata de feminicídio, porque não havia relação de afeto, violência doméstica ou menosprezo à condição da mulher.”

O rastreamento do celular levou os agentes até um ponto de venda de drogas na área portuária do município. “Verificamos nas imagens que ele pegou o celular da vítima e rastreamos até uma boca de fumo. Lá descobrimos que o aparelho foi trocado por crack”, explicou o delegado.

No momento da prisão, em uma área de pontes no bairro Elesbão, a companheira do suspeito tentou acobertá-lo, alegando que os arranhões no corpo de Pacheco eram resultado de uma briga entre os dois. No entanto, os policiais já o conheciam de um crime anterior contra uma mulher em 2018 e identificaram roupas, bicicleta e objetos pessoais que o ligavam diretamente ao caso.

Pacheco estava foragido do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) desde outubro do ano passado, condenado por homicídio qualificado contra uma mulher de 24 anos. O boné usado no momento do crime foi encontrado em uma área de mata em Santana.

A prisão foi resultado de uma operação integrada que envolveu equipes do 4º Batalhão da Polícia Militar, Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupamento Tático Aéreo (GTA) e a 1ª Delegacia de Polícia de Santana. O caso segue sob investigação da 1ª Delegacia de Santana, que deve detalhar as circunstâncias do crime e reunir provas para o inquérito.

No momento do crime, Ana Paula estava sozinha na loja onde trabalhava. A proprietária percebeu uma movimentação estranha pelas câmeras de segurança e foi até o local. Ao chegar, os policiais encontraram a jovem morta no depósito, com sinais de estrangulamento. As câmeras registraram o suspeito fugindo de bicicleta, sem levar nada da loja. Ana era acadêmica do curso de ciências biológicas na Universidade Federal do Amapá (Unifap).

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