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Suspeito de feminicídio se passa pela vítima e envia mensagens à filha

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Edson Campos Delgado, de 43 anos, é suspeito de matar a esposa, Leise Aparecida Cruz, asfixiada em Anastácio, no dia 6 de março de 2026. Após o crime, ele enviou mensagens para a filha da vítima, Leisiane Cruz Vieira, se passando por Leise.

Na manhã do dia 6, às 8h30, Leisiane recebeu uma mensagem com a saudação habitual da mãe: ‘bom dia, flor do dia’. Durante o dia, as duas trocaram poucas mensagens. À noite, Edson enviou um áudio dizendo que Leise estava ‘meio fraquinha’ e que havia chamado o Samu e os Bombeiros.

Leise foi levada ao hospital, mas às 1h58 do dia 7, Edson informou à família sobre a morte, alegando que ela havia sofrido um infarto. No entanto, o laudo da morte indicou que Leise estava morta desde as 7h, antes da mensagem enviada à filha.

““Na sexta-feira, dia 06/03/2026, às 08h30 da manhã, recebi uma mensagem no WhatsApp da minha mãe, como ela sempre mandava no mesmo horário. Era exatamente como ela falava comigo todos os dias. Eu respondi normalmente, sem imaginar que quem tinha enviado aquela mensagem não era minha mãe… era o autor do crime”, disse Leisiane.”

A versão de Edson não se sustentou e, pressionado pela polícia, ele confessou que matou Leise durante uma discussão, segurando-a pelo pescoço e empurrando-a contra a parede. Ele foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça.

As mensagens reveladas por Leisiane indicam que Leise vivia um relacionamento abusivo. Em conversas anteriores, ela descreveu Edson como uma pessoa ‘ruim’ e mencionou estar com dor havia três dias, recebendo apenas o número do Samu como resposta.

Familiares e amigos de Leise tentam manter viva sua memória. “Minha mãe não era apenas mais um nome. Ela era filha. Ela era mãe. Ela era amiga. Ela era uma mulher cheia de sonhos. Uma mulher que lutava pelos filhos todos os dias. E teve sua vida tirada de forma brutal”, afirmou Leisiane.

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