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Economia

Taxa de informalidade no Brasil atinge menor nível desde 2020, aponta IBGE

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de março de 2026 16:37
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
Taxa de informalidade no Brasil atinge menor nível desde 2020, aponta IBGE
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A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro caiu para 37,5% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o que representa 38,5 milhões de trabalhadores informais. Este é o menor nível desde o trimestre encerrado em julho de 2020, quando a taxa era de 36,6%. No trimestre anterior, a informalidade estava em 37,8% e, no mesmo período de 2024, era de 38,4%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad Contínua). A coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, afirmou que a informalidade vem apresentando uma trajetória de queda desde 2022, com uma aceleração a partir de 2023.

Segundo Adriana Beringuy, a redução da taxa de informalidade está associada à diminuição do emprego sem carteira no setor privado e à ampliação do registro no CNPJ dos trabalhadores autônomos. Ela ressaltou que, embora a informalidade tenha caído significativamente em 2020 devido à pandemia, o momento atual reflete a melhor qualidade do emprego na série histórica do IBGE. “Se eu tirar a observação da pandemia, sim [esse], é o menor indicador de taxa de informalidade da série comparada”, disse.

Atualmente, a população ocupada no Brasil permanece estável, com o setor informal apresentando uma leve redução. Adriana Beringuy acredita que essa situação pode impactar positivamente o rendimento dos trabalhadores. “Essa composição tem permitido uma manutenção do rendimento do trabalhador em patamar mais elevado, justamente porque além de preservar quantitativamente os ganhos observados em 2025, entra no ano de 2026 com uma composição que assegura a manutenção do rendimento do trabalho que ficou em R$ 3.652”, explicou.

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O rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.652, o mais alto da série, com um aumento de 2,8% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 e de 5,4% na comparação anual. O número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 39,4 milhões, mantendo-se estável no trimestre e apresentando um avanço de 2,1% no ano, o que equivale a mais 800 mil pessoas com carteira assinada.

O total de empregados sem carteira no setor privado também se manteve estável, com 13,4 milhões de trabalhadores. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,2 milhões, estável no trimestre, mas com um aumento de 3,7% na comparação anual, ou seja, mais 927 mil pessoas. O contingente de trabalhadores domésticos, que totaliza 5,5 milhões, permaneceu estável no trimestre, mas teve uma queda de 4,5% no ano, com menos 257 mil pessoas.

Adriana Beringuy destacou que os indicadores são coerentes, com as principais formas de inserção no mercado de trabalho apresentando estabilidade, apesar de estarem em alta na comparação anual. “Dado que a população ocupada agora é muito maior do que há um ano, todas essas formas de inserção no confronto anual se mostram crescentes significativamente”, afirmou.

Entre os grupamentos de atividade, houve um aumento de 2,8% no total de ocupados nos segmentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, com mais 365 mil pessoas. O grupamento de Outros Serviços também cresceu 3,5%, ou mais 185 mil pessoas. Por outro lado, a indústria geral apresentou uma queda de 2,3%, com menos 305 mil pessoas.

Na comparação anual, os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas avançaram 4,4%, ou mais 561 mil pessoas. O grupamento de Administração pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais subiu 6,2%, ou mais 1,1 milhão de pessoas, enquanto o grupamento de Serviços Domésticos registrou uma queda de 4,2%, ou menos 243 mil pessoas.

A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil, abrangendo 211 mil domicílios em 3.500 municípios visitados trimestralmente. Desde 17 de março de 2020, a coleta de informações foi realizada por telefone devido à pandemia, retornando ao formato presencial em julho de 2021.

TAGGED:Adriana Beringuycarteira assinadaEconomiaInstituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaMercado de TrabalhoPNAD-Contínuatrabalho informal
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