As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) voltaram a subir nesta quinta-feira (5), após a pausa da véspera. O movimento ocorre em sintonia com a valorização do dólar em relação ao real, à medida que os agentes do mercado adotam posturas mais defensivas devido à guerra no Oriente Médio.
Às 10h07, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,85%, apresentando uma alta de 7 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,781%. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,5%, com um aumento de 6 pontos-base em relação a 13,445%.
O cenário de tensão se intensificou nesta quinta-feira, quando mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a buscar abrigo em antiaéreos, enquanto Israel respondeu com uma série de ataques a Teerã. Sem uma perspectiva clara de resolução para o conflito, o dólar continuou a subir em relação a outras divisas.
Os preços do petróleo mantêm-se firmes, e os rendimentos dos Treasuries também avançam, refletindo os receios sobre os impactos da guerra na inflação e na política monetária dos Estados Unidos. Na renda fixa brasileira, isso se traduz na alta das taxas dos DIs, com especulações sobre o tamanho do corte da Selic que o Banco Central poderá aplicar este mês, que pode ser de 25 ou 50 pontos-base.
Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Na B3, as opções de Copom precificavam na terça-feira (3) uma probabilidade de 53,50% para um corte de 50 pontos-base da Selic, 36,00% para uma redução de 25 pontos-base e 11,50% para manutenção da taxa. Antes do início da guerra, os percentuais eram de 77,50% para um corte de 50 pontos-base, 20,04% para uma redução de 25 pontos-base e zero para manutenção.
No início da sessão desta quinta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego subiu para 5,4% nos três meses até janeiro, em comparação a 5,1% nos três meses até dezembro. Essa leitura ficou em linha com as expectativas de economistas consultados.
Além disso, às 10h07, o rendimento do Treasury de dez anos, que é referência global para decisões de investimento, subia 5 pontos-base, alcançando 4,134%.

