O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou investigações sobre festas luxuosas organizadas pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O órgão solicitou acesso às apurações que envolvem a presença de autoridades federais nesses eventos.
Segundo o colunista José Casado, durante o programa Os Três Poderes, a preocupação do TCU vai além de possíveis irregularidades financeiras. O foco está no impacto dessas relações sobre a confiança nas instituições e na moralidade administrativa.
Em uma carta enviada ao Supremo Tribunal Federal, o TCU alertou que a participação de autoridades em eventos privados promovidos por Vorcaro pode representar um “risco sistêmico” à integridade institucional. Festas fechadas, com grande consumo de álcool e acompanhantes, podem criar ambientes propícios a relações impróprias entre agentes públicos e interesses privados.
De acordo com dados apresentados na CPI da fraude do INSS, Vorcaro teria gasto cerca de R$ 111 milhões em festas e eventos de luxo nos últimos dois anos. Durante o Carnaval do Rio de Janeiro do ano passado, os gastos teriam alcançado aproximadamente R$ 12 milhões em uma única semana.
As festas ocorreram em locais exclusivos no Brasil e no exterior, incluindo o Rio de Janeiro, Trancoso e Angra dos Reis, além de eventos realizados na França, Itália, Croácia, Marrocos, Espanha e Estados Unidos. Esses encontros foram vistos como parte de uma estratégia do banqueiro para construir relações de influência política.
Atualmente, Vorcaro está preso enquanto as investigações sobre o escândalo financeiro avançam. Nos bastidores de Brasília, cresce a preocupação de que ele possa fechar um acordo de delação premiada, revelando detalhes sobre suas relações com autoridades. Caso isso ocorra, a rede de contatos formada durante os eventos de luxo pode ter um impacto significativo nas investigações.

