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Ciência

Telescópio subterrâneo detectará ‘fantasmas’ de estrelas antigas

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 04:01
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Um telescópio enterrado no Japão está prestes a detectar neutrinos de supernovas que ocorreram há 10 bilhões de anos. Essas explosões cósmicas, conhecidas como supernovas, são raras, ocorrendo em menos de 1% das estrelas, que possuem massa aproximadamente oito vezes maior que a do Sol.

As supernovas fascinam os astrônomos há séculos. Em 1572, o astrônomo Tycho Brahe observou uma explosão tão brilhante que pôde ser vista a olho nu por dois anos. No entanto, a maior parte da energia de uma supernova é transportada por neutrinos, partículas quase invisíveis que atravessam quase tudo.

Com a atualização do observatório Super-Kamiokande, os cientistas esperam detectar esses neutrinos ainda este ano. O telescópio agora é sensível o suficiente para captar o fraco “brilho” de todas as estrelas em explosão no Universo. “Isso provavelmente seria uma das conquistas científicas mais emocionantes da minha vida”, afirmou um astrofísico de partículas.

Os neutrinos não têm carga elétrica e podem viajar pelo espaço sem serem absorvidos. Bilhões dessas partículas passam pelo corpo humano a cada segundo, algumas delas viajando há mais de 10 bilhões de anos.

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Os astrofísicos buscam entender o que resta após a explosão de uma estrela, se um buraco negro se forma ou se cria uma estrela de nêutrons, um objeto extremamente denso. Detectar o sinal combinado de todas as supernovas ajudará a responder a essas perguntas e permitirá estudar a morte das estrelas ao longo da história do Universo.

As supernovas são raras na Via Láctea, ocorrendo uma vez a cada poucas décadas, mas no Universo, uma estrela maciça explode aproximadamente uma vez por segundo. Apenas 1% da energia liberada é luz visível, enquanto 99% escapa na forma de neutrinos, que carregam a história de todas as estrelas que já explodiram.

Se 2026 trouxer a primeira detecção clara de neutrinos, isso marcará uma nova era na astronomia, permitindo observar a história coletiva de todas as estrelas maciças que já viveram e morreram.

TAGGED:AstronomiaCiênciaJapãoMadalenaneutrinosPablo Martinez MiravesupernovasTelescópioUniversidade de Copenhague
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