Tempestades em Júpiter geram raios 100 vezes mais fortes que na Terra

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Tempestades em Júpiter podem produzir raios até 100 vezes mais fortes que os registrados na Terra, conforme um estudo realizado por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley. Os resultados foram obtidos a partir da análise de dados da sonda Juno, da Nasa, que orbita o planeta desde 2016 e monitora a atmosfera com um radiômetro capaz de detectar emissões de rádio geradas por relâmpagos.

O estudo foi publicado em 20 de março na revista AGU Advances. O autor principal, Michael Wong, afirmou que o estudo de tempestades em outros planetas ajuda a entender fenômenos que ainda não são totalmente conhecidos na Terra, incluindo diferentes tipos de eventos luminosos associados a tempestades.

A atmosfera de Júpiter é dominada por hidrogênio, o que faz com que o ar úmido seja mais pesado e difícil de subir. Isso exige mais energia para formar tempestades, mas também resulta em descargas muito mais intensas quando atingem as camadas superiores da atmosfera.

Dados da missão indicam que algumas tempestades em Júpiter podem durar por séculos e gerar relâmpagos extremamente potentes. O radiômetro da sonda permitiu medir a intensidade das descargas sem interferência das nuvens, revelando que certos flashes são muito mais fortes do que os observados na Terra.

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