Tenente-coronel marido de PM morta recebe visita após pedido de prisão em SP

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, recebeu um visitante na tarde de terça-feira (17) em seu apartamento em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A visita ocorreu após a Polícia Civil solicitar à Justiça a prisão do oficial, mas ainda não há confirmação sobre o cumprimento do mandado.

Geraldo é marido da policial militar Gisele Alves Santana, que faleceu com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro em São Paulo. O apartamento onde o tenente-coronel foi visto está localizado em um condomínio no bairro Jardim Augusta, na região central da cidade. Nas imagens, ele aparece na portaria para encontrar um visitante, que usava uma camiseta de uma igreja evangélica. Ambos não se pronunciaram com a imprensa.

A investigação aponta que Gisele foi baleada dentro do apartamento do casal, na capital paulista. Às 7h57 do dia do ocorrido, o tenente-coronel ligou para a Polícia Militar pedindo socorro. Inicialmente, o caso foi investigado como suicídio, mas posteriormente passou a ser tratado como feminicídio, após uma decisão judicial.

Mensagens enviadas por Gisele a uma amiga, divulgadas pela defesa da família, revelam que ela enfrentava problemas no relacionamento. Em um dos trechos, Gisele menciona: “Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata”. A mãe da vítima declarou em depoimento que a filha vivia um relacionamento abusivo, caracterizado por controle e violência por parte do oficial.

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A defesa do tenente-coronel defende que a soldada cometeu suicídio e aguarda a conclusão dos laudos periciais. Por outro lado, a família de Gisele contesta essa versão, afirmando que ela foi vítima de feminicídio.

Laudos da perícia indicaram lesões no rosto e no pescoço da policial, além de apontarem que o disparo foi feito à queima-roupa. Não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos de Gisele, o que levanta dúvidas sobre a hipótese de suicídio, inicialmente considerada.

O advogado do tenente-coronel, Eugênio Malavasi, reiterou a versão de suicídio e expressou confiança na palavra do coronel. Já o advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, afirmou não ter dúvidas de que o coronel foi responsável pela morte da soldada, ressaltando que cabe à polícia provar.

O caso, que começou sendo investigado como suicídio, agora é tratado como morte suspeita pela Polícia Civil. A possibilidade de suicídio não foi totalmente descartada, mas a investigação também considera a hipótese de feminicídio. A delegacia aguarda resultados de laudos complementares da Polícia Técnico-Científica para concluir o inquérito.

Gisele Alves Santana era policial militar e deixa uma filha de sete anos.

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