Na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso em um apartamento em São José dos Campos, interior de São Paulo. Ele é suspeito de feminicídio e fraude processual pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
A operação policial durou menos de 30 minutos e foi realizada por equipes civis e militares. Os policiais entraram no bloco pouco após as 8h e o oficial não resistiu à prisão. No local, uma mensagem na porta dizia: “visitante seja bem-vindo, mas não faça movimentos bruscos”.
Após a prisão, o tenente-coronel foi escoltado e levado em uma viatura, sem algemas, sentado entre dois policiais. O cumprimento do mandado de prisão, decretado pela Justiça Militar, ocorreu sem incidentes, exceto por uma colisão entre dois carros da polícia na saída do condomínio.
Geraldo foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, na tarde do mesmo dia. Ele responderá pelos crimes de feminicídio e fraude processual.
O corpo de Gisele foi encontrado em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava em São Paulo. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, versão apresentada pelo próprio tenente-coronel. Contudo, investigações posteriores, incluindo laudos e depoimentos, mudaram essa perspectiva.
A família de Gisele afirmou que ela pretendia terminar o relacionamento e vivia uma relação abusiva. Mensagens enviadas a uma amiga revelaram seu temor: “tem que controlar ciúmes dele”, “qualquer hora me mata” e “fica cego”.
Na terça-feira (17), o tenente-coronel recebeu a visita de um homem no prédio onde reside. A visita foi após o pedido de prisão feito pela polícia à Justiça. O visitante, que tem ligação com uma igreja evangélica, não se manifestou à imprensa.
A defesa do tenente-coronel ainda sustenta a versão de suicídio, enquanto o advogado da família de Gisele afirma que a morte foi um feminicídio. Gisele Alves Santana era policial militar e deixa uma filha de sete anos.


