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Tenistas estrangeiros investigados por racismo em SC podem retornar a seus países

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os dois tenistas estrangeiros investigados por injúria racial durante um torneio em Itajaí, Santa Catarina, foram autorizados a retornar a seus países de origem. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que retirou as medidas cautelares impostas aos atletas.

Os tenistas, um da Venezuela e outro da Colômbia, terão que pagar uma caução total de R$ 20 mil. O valor é dividido em R$ 5 mil para Cristian Camilo Rodrigues Sanches e R$ 15 mil para Luis David Martinez Garcia, acrescido de 20% para cobrir eventuais custas do processo.

A decisão ocorreu após um pedido de Habeas Corpus feito pela defesa dos tenistas, que foram presos em 22 de janeiro e liberados no dia seguinte. Inicialmente, os passaportes dos atletas foram apreendidos e eles passaram a ser monitorados eletronicamente.

A desembargadora Andrea Cristina Rodrigues Studer destacou que os tenistas cumpriram as condições impostas pela justiça e que a manutenção das medidas restritivas poderia ser considerada uma antecipação de pena. A decisão também estabelece que os atletas devem comparecer por videoconferência a todos os atos do processo quando convocados pela Justiça e manter seus dados atualizados.

O Ministério Público de Santa Catarina manifestou-se contrário à decisão, alertando que a saída dos tenistas do país poderia prejudicar a aplicação da lei penal. Segundo o MPSC, os fatos investigados ocorreram durante a atividade esportiva, evidenciando a gravidade da conduta.

O incidente ocorreu no dia 22 de janeiro, durante o Itajaí Open de Tênis, no Clube Itamirim. Cristian Rodriguez ofendeu um funcionário do clube com xingamentos, enquanto Luis David Martínez fez gestos imitando um macaco em direção ao público. As ofensas foram registradas por espectadores, que acionaram a polícia, resultando na prisão dos tenistas após deixarem o local.

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