Rui Costa, chefe da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, deixarão seus cargos para concorrer ao Senado. Costa disputará na Bahia, enquanto Hoffmann buscará uma vaga no Paraná. Embora as transições nas duas pastas deveriam ser tranquilas, a realidade é marcada por tumultos e disputas de poder.
A tendência é que Miriam Belchior, atual secretária-executiva e ex-ministra do Planejamento, assuma a Casa Civil. No entanto, Rui Costa deseja promover seu aliado Marcus Cavalcanti, que atualmente está na Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), para a função de número dois do ministério. Cavalcanti é responsável por negociar investimentos com a China, uma questão importante para Costa.
Para a Secretaria de Relações Institucionais, o sucessor de Gleisi Hoffmann será Olavo Noleto, secretário-executivo do Conselhão, que aconselha Lula sobre políticas públicas. Nos bastidores, Gleisi busca manter sua equipe, enquanto Noleto tenta obter autonomia na formação de sua nova equipe.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, Rui Costa e Gleisi Hoffmann têm atuado como porta-vozes do presidente, expressando publicamente críticas a propostas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Essas críticas visam evitar que ajustes fiscais afetem investimentos e programas sociais.
Quando Gleisi foi convocada para o Planalto, assessores alertaram que a situação de Haddad se tornaria mais difícil, com adversários internos influenciando diretamente o presidente. Contudo, pesquisas indicam que o governo Lula, desgastado por disputas internas e falta de direção, foi quem realmente perdeu força, com Rui Costa e Gleisi Hoffmann desempenhando papéis centrais nesse cenário.

