TikTok exclui vídeos da trend ‘Caso ela diga não’ por incitação à violência

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A plataforma TikTok anunciou a exclusão de todos os vídeos da trend “Caso ela diga não”, que promovem a violência contra a mulher em situações de negativas, como cantadas e pedidos de casamento. A remoção ocorreu devido à violação das diretrizes de conteúdo da comunidade online.

O TikTok reafirmou seu compromisso em não permitir discursos de ódio ou comportamentos violentos. Em comunicado, a plataforma afirmou:

““Nosso time de moderação segue atento e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos sobre o tema. Não permitimos discurso de ódio, comportamento violento e de ódio ou promoção de ideologias de ódio. Nossa prioridade é manter a comunidade segura e protegida.””

A Polícia Federal (PF) identificou 15 perfis que publicaram o conteúdo original dos vídeos da trend, a maioria deles ativos em 2024 e 2025. O inquérito da Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos revela que o conteúdo viralizou no ano passado, especialmente no início de março, em um período que coincide com o Dia Internacional da Mulher.

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A PF abriu um inquérito após denúncias sobre a trend, que mostrava homens simulando reações violentas diante de negativas em situações românticas. Os vídeos retratavam agressões físicas, como socos e simulações de uso de armas. A diretoria solicitou a remoção dos perfis e a preservação dos dados para investigação.

As publicações, que frequentemente começavam com gestos românticos, como pedidos de casamento, rapidamente se transformavam em simulações de violência após a rejeição. A repercussão gerou uma resposta significativa nas redes sociais, com influenciadores condenando a trend. A influencer Hana Khalil destacou que os vídeos normalizam a violência contra a mulher e a criminalização da misoginia.

A investigação ocorre em um contexto de aumento da violência contra a mulher no Brasil, que registrou em 2025 o maior número de feminicídios da última década, com 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024.

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