O Tinder anunciou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, uma série de novidades que visam transformar a experiência de usuários em busca de conexões. A principal aposta é a inteligência artificial, que irá mudar a forma como os usuários encontram pessoas no aplicativo.
O recurso chamado “Química” será o destaque, abandonando a lógica de dezenas de perfis por sessão. Agora, os usuários receberão apenas um perfil por dia, escolhido pela IA com base no que o algoritmo aprendeu sobre cada pessoa. A intenção é priorizar a qualidade em vez da quantidade. “Usaremos a IA para destacar conexões mais relevantes”, afirmou Spencer Rascoff, CEO do Match Group, empresa controladora do Tinder.
Hillary Paine, vice-presidente de Produto, destacou que as novidades não substituem o sistema de deslizar, mas o complementam. “O swipe continua sendo a essência do que o Tinder é hoje. Mas esses novos recursos são uma evolução de flexibilidade para usuários que desejam algo mais personalizado”, disse ela.
A mudança de estratégia visa atender a geração Z, que busca mais do que matches rápidos. “Observamos que a geração Z quer socializar. Quer uma comunidade primeiro. Quer que seus amigos façam parte da experiência de ter encontros”, afirmou Paine.
Dentro desse contexto, o Tinder também está testando a realização de eventos presenciais para assinantes. Um dos formatos em avaliação é o “encontro duplo”, onde dois amigos saem juntos, cada um acompanhado de alguém que conheceu no app. “No pior cenário, passei bons momentos com um amigo. No melhor, conheci alguém novo, com quem posso ter uma conexão”, comentou a executiva.
A reinvenção do Tinder faz parte de um esforço mais amplo dos aplicativos de relacionamento para recuperar a credibilidade junto ao público. Um levantamento divulgado pela Forbes em julho passado revelou que 78% dos usuários relataram sentir cansaço emocional, mental e físico pelo uso dessas plataformas, um sinal de alerta para o setor.
Lançado em 2012, o Tinder foi pioneiro no modelo de swipe e se tornou sinônimo de encontros digitais. Agora, a empresa acredita que oferecer experiências mais humanas e menos mecânicas é o caminho para se manter relevante.


