A psicóloga Vitória Figueiredo Barreto, desaparecida na Inglaterra desde 3 de março, estava em Brightlingsea após participar de um congresso no Marrocos. O tio dela, Adalberto Barreto, relata que a família recebe notícias diárias sobre as buscas.
As investigações indicam uma possível ligação entre o desaparecimento de Vitória e o sumiço de um barco no porto local. A polícia não encontrou um colete salva-vidas da embarcação e imagens de câmeras de segurança mostram uma mulher que pode ser Vitória próxima ao estaleiro.
““Eles [policiais] acham que é ela, mas ainda estavam analisando”, disse Adalberto.”
Adalberto, que tem uma relação próxima com Vitória, explicou que ela estava na Inglaterra para buscar oportunidades de doutorado e implantar um polo de Terapia Comunitária. Ele ressaltou que a espera é marcada por dor e incerteza.
““Enquanto a pessoa está desaparecida, a nossa mente fica procurando razões”, comentou.”
Ele também mencionou que a cearense pode ter enfrentado sofrimento psíquico antes de desaparecer, embora sempre tenha sido decidida e equilibrada. Adalberto destacou a importância de cuidar de quem cuida dos outros, especialmente em momentos de dor.
A mobilização da comunidade em Brightlingsea tem sido intensa, com cartazes e pessoas em busca de pistas sobre Vitória. Adalberto enfatizou a solidariedade demonstrada por aqueles que conhecem o trabalho dela.
““No vilarejo lá onde ela se perdeu, está todo mundo mobilizado”, concluiu.”
Vitória estava hospedada na casa de uma amiga, Liliane, e as duas trabalhavam em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex. No dia do desaparecimento, Vitória almoçou com Liliane, mas não retornou para o encontro marcado à tarde.
O Itamaraty acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres, prestando assistência à família e mantendo contato com as autoridades locais.

