Em menos de três meses, cerca de 25 vias foram interditadas no Grande Rio, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, devido a tiroteios. O levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta que, em média, a cada três dias a circulação da população é afetada por bloqueios de vias ou paralisação do transporte público.
O estudo também revela que o número de ocorrências em 2026 é 32% maior do que no mesmo período de 2025, quando foram registrados 19 casos de interrupções por causa dos disparos entre 1º de janeiro e 18 de março. A série histórica mostra um crescimento contínuo: em 2024, foram contabilizados cinco episódios, em 2023, três, em 2022, sete registros e em 2021, 19 casos.
Na manhã do dia 18 de março, uma operação policial no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido, resultou na morte do chefe do tráfico Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”. A operação deixou ainda oito pessoas mortas e provocou o bloqueio de vias de acesso ao bairro.
Outro caso de grande repercussão ocorreu em outubro do ano passado, durante uma megaoperação no Complexo do Alemão e na Penha contra o Comando Vermelho. Durante vários dias, diversas ruas das zonas Norte, Oeste e parte da região central da cidade foram interditadas. Na ocasião, mais de 100 linhas de transporte público tiveram seus itinerários alterados, segundo o Rio Ônibus. Os corredores Transbrasil e Transcarioca do BRT, além de serviços de conexão, também foram impactados pelas ocorrências.

