O Mineirão foi palco da demissão de Adenor Bachi, conhecido como Tite, após o empate em 3 a 3 contra o Vasco, na noite de ontem. A decisão da gestão de Pedro Lourenço ocorreu apenas uma semana depois que o treinador conquistou o título mineiro.
A trajetória de Tite desde a eliminação da seleção brasileira para a Croácia na Copa de 2022 tem sido marcada por altos e baixos. Após essa eliminação, ele prometeu não trabalhar no Brasil no primeiro semestre de 2023 e buscou propostas na Europa, mas sem sucesso. No final do ano, Tite aceitou um desafio no Flamengo, onde conquistou o Campeonato Carioca de 2024, mas foi demitido em setembro daquele ano devido a críticas sobre a apatia ofensiva da equipe.
Em 2025, Tite fez uma pausa para cuidar da saúde mental e, em dezembro, aceitou o desafio da SAF do Cruzeiro. O início de sua passagem foi promissor, com a conquista de uma taça estadual sobre o Atlético-MG, mas a situação se deteriorou no início do Brasileirão 2026, onde a equipe não conseguiu vencer nas primeiras seis rodadas.
O empate contra o Vasco, mesmo com um jogador a mais em campo, evidenciou problemas defensivos e tornou insustentável a permanência de Tite, que sempre defendeu a importância do equilíbrio. Com a crise instalada, o Cruzeiro busca um novo treinador.
Entre os nomes cogitados pela diretoria estão Filipe Luís, considerado um sucessor tático moderno e bem aceito no vestiário, e Fernando Diniz, que traz um estilo autoral visto como um “choque de gestão” necessário para o elenco atual.


