O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o mandado de segurança que pede a instalação da CPI do Banco Master. A decisão foi recebida como um alívio pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e por outros ministros da corte.
Toffoli se afastou do caso por “foro íntimo” e destacou que, ao se retirar da relatoria anteriormente, recebeu apoio de colegas que afirmaram não haver nada que desabonasse suas decisões no processo. A análise de Jussara Soares aponta que a avaliação nos bastidores é de que “Dias Toffoli não teria condições de ficar como relator sobre a decisão da CPI do Banco Master, uma vez que isso aumentaria ainda mais a pressão que ele já vem sofrendo”.
A pressão sobre Toffoli não se limita a ele, mas se espalha por toda a corte, afetando também o ministro Alexandre de Moraes. Com a declaração de suspeição, o caso foi redistribuído para o ministro Cristiano Zanin, cujo posicionamento ainda é incerto.
Não está claro se Zanin acolherá ou não o mandado de segurança que visa obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a instalar a CPI do Banco Master. A movimentação de Toffoli reflete uma tentativa de proteger a corte de mais desgastes em um momento de crescente pressão interna.
O caso Master tem pressionado significativamente o STF, e a decisão de Toffoli busca evitar que essa pressão aumente ainda mais, em um contexto de críticas e tensões dentro da própria instituição.


