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Leitura: Tráfico na Lapa tortura dependentes e cobra ‘taxa’ de comerciantes
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Segurança

Tráfico na Lapa tortura dependentes e cobra ‘taxa’ de comerciantes

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 12:46
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Investigações da Operação Colmeia, deflagrada em 16 de março de 2026, revelaram que traficantes da Lapa, no Rio de Janeiro, torturavam dependentes químicos e extorquiam comerciantes da região. Até o momento, 14 pessoas foram presas.

A Polícia Civil obteve um vídeo gravado pelos próprios traficantes, que mostra usuários amarrados com fita. O delegado Uriel Alcântara Machado, da Polinter, afirmou: “Identificamos uma sessão de tortura com dependentes químicos e o sujeito apanhando, os traficantes amarrando e determinando se matariam ou não matariam aquela vítima”.

Os traficantes, liderados por Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, impuseram uma “taxa” diária de até R$ 130 a cerca de 50 ambulantes que trabalham nas ruas Teotônio Regadas e Joaquim Silva, próximas à Escadaria Selarón. A polícia identificou transferências em nome de Endrew Silva Lima, o Di Mulher, comparsa de Abelha, e estima que o Comando Vermelho (CV) lucrou R$ 200 mil com essa extorsão.

Um mural em homenagem a Pablo Carlos Rodrigues Quintanilha, filho de Abelha, foi constatado em frente à Escadaria Selarón. A pintura, que retrata PB, morto em confronto com a polícia em 2019, foi refeita há cerca de dois anos.

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A 5ª DP descobriu que Abelha e outro traficante, conhecido como Piu, são os donos dos pontos de venda de drogas na Lapa. Eles invadiam casarões abandonados, onde usuários formavam filas. As drogas eram anunciadas nas ruas, como em um “feirão”. O tráfico na região tem mudado de lugar após uma série de prisões.

As investigações começaram em outubro de 2024, com a 5ª DP indiciando 25 traficantes e pedindo suas prisões. O inquérito foi encaminhado ao Gaeco, que denunciou 30 pessoas, todas se tornando réus na Justiça. A venda de entorpecentes na Lapa é chefiada por Abelha, enquanto Anderson Venâncio Nobre de Souza, o Piu, é apontado como gerente operacional.

O imóvel de Piu, localizado no alto do morro, ainda está em obras e possui uma academia, cozinha integrada e um terraço com piscina e churrasqueira. A Polícia Civil destacou que 22 dos 28 procurados na operação não tinham antecedentes criminais.

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