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Travestis negam extorsão em caso de ‘golpe do amor’ na Baixada Santista

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Três travestis foram presas na Baixada Santista, suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida no chamado ‘golpe do amor’. A advogada Paula Funchal, que defende as investigadas, afirma que não houve sequestro nem extorsão, alegando que o encontro foi consensual.

Segundo a defesa, o homem de 52 anos marcou um encontro em dezembro de 2025 em uma casa na Vila Mateo Bei, em São Vicente (SP), e foi ao local por vontade própria. A polícia, no entanto, investiga o caso como extorsão mediante sequestro, conforme o boletim de ocorrência.

A advogada alega que a travesti exigiu mais de R$ 7 mil após descobrir que o homem era casado. Ela apresentou prints de mensagens e vídeos que, segundo ela, mostram o homem chegando ao local sem indícios de coação. Funchal sustenta que a extorsão foi praticada por uma quarta mulher que manipulou a situação.

Entre os elementos apresentados pela defesa está uma transferência de R$ 1 mil via Pix, que seria o pagamento do aluguel da casa, previamente combinado. A defesa também afirmou que a saída do homem com uma das investigadas para sacar dinheiro ocorreu de forma tranquila e consensual.

As três travestis foram detidas na sexta-feira (6) e levadas ao 2º Departamento de Polícia (DP) de Cubatão. Duas foram liberadas no mesmo dia, enquanto uma permanece presa temporariamente. O delegado Wagner Camargo informou que as investigadas já possuem passagens policiais por constranger vítimas após programas.

O delegado ressaltou que a operação investiga um crime patrimonial gravíssimo, considerado crime hediondo. Ele alertou sobre os riscos de sites de relacionamentos amorosos, enfatizando que as vítimas devem ter cuidado ao marcar encontros, pois podem ser enganadas por quadrilhas.

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