Três cidades iniciam projeto-piloto de atendimento domiciliar para idosos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Famílias do Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, receberão visitas de profissionais de saúde e assistência social a partir de abril. O projeto-piloto, denominado Cuidando em Casa, visa atender pessoas idosas e será implementado também em Juazeiro (BA) e Colombo (PR).

O programa beneficiará inicialmente 300 idosos em cada uma das três cidades. Em Fortaleza, além do Conjunto Palmeiras, a comunidade do Barra do Ceará, que possui a maior quantidade de pessoas com mais de 65 anos, também será atendida.

“Há muitos idosos acamados nessas comunidades em que os filhos precisam trabalhar. Muitas vezes deixam perto água e comida, mas não conseguem garantir que eles consigam de fato se alimentar”, afirmou a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, que é geriatra.

O projeto contará com recursos do governo federal, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a política pública busca ampliar a autonomia dos idosos e reduzir a sobrecarga sobre os cuidadores, que na maioria das vezes são mulheres.

“Hoje contamos com uma grande rede em todo o Brasil, atuando no cuidado de diferentes públicos, como pessoas idosas e populações em situação de vulnerabilidade”, disse o ministro durante reunião na sede do BID, em Brasília.

A secretária nacional de Cuidados e Família do ministério, Laís Abramo, ressaltou que a experiência nas três cidades permitirá o aperfeiçoamento da proposta para todo o Brasil, considerando o envelhecimento acelerado da população. “Nossa intenção é que o atendimento domiciliar passe a integrar, de forma estruturada, o serviço de proteção social básica no domicílio”, afirmou.

Em Fortaleza, a população idosa é composta por 365 mil pessoas, representando 15% do município, sendo que 65% estão em situação de vulnerabilidade, conforme a vice-prefeita.

A coordenadora especial da pessoa idosa da capital, Vejuse Alencar, destacou que a maioria das cuidadoras também são idosas, que também serão acolhidas pelo programa. As ações ocorrerão de forma multidisciplinar, com apoio das unidades básicas de saúde e dos centros de referência de assistência social.

As representantes do município reconhecem os desafios na implementação do projeto, mas acreditam que iniciativas como o Cuidando em Casa podem resultar em economia para o sistema público, com menos internações e prevenção de doenças.

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