Três réus são condenados pelo assassinato do advogado Rodrigo Crespo no Rio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou nesta sexta-feira (6) os três réus pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido em fevereiro de 2024 no Centro do Rio.

Os condenados em júri popular foram Leandro Machado da Silva, Cezar Daniel Mondego e Eduardo Sobreira de Moraes, todos responsabilizados por homicídio triplamente qualificado e concurso de pessoas.

Leandro Machado da Silva, conhecido como ‘Cara de Pedra’, foi apontado como o responsável por providenciar os veículos utilizados no crime. Cezar Daniel Mondego de Souza, chamado de ‘Russo’, foi identificado pela acusação como o responsável por monitorar a vítima. Eduardo Sobreira de Moraes foi acusado de seguir Rodrigo, dirigindo o carro para Cezar enquanto observavam seus movimentos antes do assassinato.

Os três se tornaram réus em abril de 2024, quando a denúncia do Ministério Público foi aceita. Na decisão, Leandro, que é policial militar, foi afastado do cargo.

As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital revelaram que os réus se encontraram antes e depois do crime, próximo ao batalhão onde Leandro trabalhava. Os criminosos estavam atrás de Rodrigo desde 5 de outubro de 2023, quando anotações com as placas dos veículos de Crespo foram encontradas nos celulares de um dos investigados.

O motivo do crime, segundo o Ministério Público, foi o desejo de Rodrigo de entrar no mercado de apostas e abrir uma casa de apostas em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A área, que era dominada por Bernardo Bello, passou a ser controlada pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O promotor do MP-RJ afirmou: ‘Ele (Crespo) queria montar esse Sports Bar na área do patrão deles.’

Cezar Daniel Mondego, um dos réus, declarou no júri que seguiu o advogado após ter sido contratado por um marido traído, alegando que Rodrigo teria um caso com uma mulher casada. O promotor Bruno Faria mencionou: ‘Questionado, ele disse que o nome do contratante era Márcio. O sobrenome? Não sei. O telefone? Não tenho porque apaguei ele.’

As defesas dos réus contestaram as acusações. O advogado Diogo Macruz, que defende Leandro, chamou as acusações de ‘caça às bruxas’, afirmando que não há provas de que ele mandou matar o advogado. A defesa de Cezar Daniel Mondego alegou que ele não conhecia os verdadeiros motivos do monitoramento de Rodrigo e negou qualquer ligação com uma organização criminosa. A defesa de Eduardo Sobreira afirmou que ele era apenas motorista de Mondego e desconhecia os planos relacionados a Crespo.

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